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Fundação Alentejo encara o futuro da região com optimismo. Apesar de subsistirem
problemas estruturais de difícil e morosa solução, há indicadores sócio-económicos
que avalizam o processo de desenvolvimento encetado nos últimos anos. 
Sendo uma região periférica - de um país periférico - da União Europeia
e conhecendo-se as vicissitudes históricas por que passou, ao Alentejo é
exigido um grande esforço para se aproximar significativamente dos níveis
de desenvolvimento e de bem estar almejados. Por isso e porque o êxito desse
processo terá que ocorrer num contexto de globalização e de mudança acelarada,
espera-se das organizações alentejanas a mais empenhada participação
e o melhor contributo no sentido de um desenvolvimento que beneficie a região,
sem sacrificar a sua identidade e a dos seus habitantes.
Defensora deste princípio e ciente de que a mesma questão se coloca a outros
povos, a Fundação definiu um conjunto de áreas de trabalhos que,
articuladamente, ocorrem para a sua concretização:
- Área da Formação Inicial
- Área do Desenvolvimento Local
- Área da Cooperação para o Desenvolvimento
- Área da Prestação de Serviços.
É a principal área de trabalho da Fundação. Surgiu e desenvolveu-se com
a EPRAL, tendo obtido assinalável reconhecimento público, graças à qualidade
da formação profissional proporcionada, ao acompanhamento dos jovens formados
e à elevada taxa de colocação alcançada. 
Os anos de experiência acumulada, permitiram à EPRAL aperfeiçoar todos os
aspectos dos processos formativos, desenvolver novas metodologias de ensino,
criar modernas infra-estruturas e adquirir equipamentos de ponta, facto
que a converte numa das melhores escolas profissionais do país.
Como
estrutura operativa da formação inicial de jovens, a EPRAL, ainda que integrada
na Fundação Alentejo, tem os seus próprios orgãos de Direcção e um programa
de actividades específico.
A oferta formativa inclui cerca de 30 cursos diferentes, distribuídos por
12 áreas de formação, abrangendo quase 1000 alunos e 50 turmas, em 7 Pólos
dispersos pelos distritos de Évora e Portalegre.
Esta
área é encarada pela Fundação como complementar da actividade original,
a formação inicial, pretendendo-se que seja um prolongamento daquela, nomeadamente
no que respeita à relação com os jovens que durante três anos estudaram
na EPRAL.
O espaço de intervenção prioritário é o território dos concelhos onde a
Escola têm Pólos, especialmente as pequenas comunidades rurais. Assim, esta
área está vocacionada para desenvolver projectos:
- De apoio aos diplomados da EPRAL e respectivas famílias, nomeadamente para criação ou sustentação do emprego, auto-emprego, micro-empresas e serviços no âmbito do mercado social de
emprego;
- De formação contínua para activos, através de cursos de curta duração e
em horário pós-laboral;
- De interesse comunitário, visando a criação, valorização ou animação das organizações locais de solidariedade, assistência social, educação e cultura, com públicos-alvo como a infância, a juventude, os idosos e as famílias desestruturadas.
Nesta área são concretizados projectos de trabalho em parceria com instituições estrangeiras, tantos de países da União Europeia como de membros da CPLP - Comunidade de Países de Língua Portuguesa ou, eventualmente, de outras origens. Neste âmbito, destacam-se os projectos inseridos em programas comunitários, com parceiros de várias nacionalidades para realização de:
- Estudos conjuntos sobre variadas temáticas;
- Intercâmbios de professores, técnicos e de jovens em formação;
- Acções de aperfeiçoamento ao nível das novas tecnologias de informação;
- Tratamento de dados e da análise problemática da formação profissional
Também é de referir a aproximação que vem ocorrendo entre a Fundação e entidades de países lusófonos, especialmente de Moçambique, com as quais se estabeleceram laços que têm evoluído no sentido da realização de acções de cooperação, no plano das relações entre os dois países e que poderão ser mutuamente proveitosas.